1 Poesia de Asafe. Ó Deus, por que nos abandonaste para sempre? Por que estás irado com as ovelhas do teu rebanho?

2 Lembra do teu povo, que há tanto tempo escolheste para ser teu e que livraste da escravidão para ser a tua própria gente. Lembra do monte Sião, onde moraste.

3 Vem e anda sobre estas ruínas sem fim; os nossos inimigos destruíram tudo o que estava no Templo.

4 No teu Templo os teus inimigos gritaram de alegria e ali puseram as suas bandeiras como sinal de vitória.

5 Eles pareciam lenhadores cortando árvores com os seus machados.

6 Com os seus machados e marretas, destruíram todos os enfeites de madeira.

7 Arrasaram e incendiaram o teu Templo; profanaram o lugar onde és adorado.

8 Eles resolveram nos esmagar completamente; queimaram todos os lugares santos da terra de Israel.

9 Já não temos os milagres que esperávamos, não há mais profetas, e ninguém sabe quanto tempo isso vai durar.

10 Ó Deus, até quando os nossos inimigos vão zombar de nós? Será que eles vão te insultar para sempre?

11 Por que não quiseste nos ajudar? Por que ficas de braços cruzados?

12 Mas tu, ó Deus, tens sido o nosso Rei desde o princípio e nos salvaste muitas vezes.

13 Com o teu grande poder, dividiste o Mar e esmagaste as cabeças dos monstros marinhos.

14 Esmagaste as cabeças do monstro Leviatã e deste o seu corpo para os animais do deserto comerem.

15 Fizeste com que corressem fontes e riachos e secaste grandes rios.

16 Criaste o dia e a noite, puseste o sol, a lua e as estrelas nos seus lugares.

17 Marcaste os limites da terra e fizeste o verão e o inverno.

18 Ó SENHOR Deus, lembra que os teus inimigos zombam de ti! Lembra que eles não têm juízo e xingam o teu nome.

19 Não entregues o teu povo explorado aos seus inimigos cruéis. Não esqueças para sempre do teu povo perseguido.

20 Lembra da aliança que fizeste, pois há violência em cada canto escuro do país.

21 Não deixes que os perseguidos sejam humilhados, mas permite que os pobres e os necessitados te louvem.

22 Levanta-te, ó Deus, e defende a tua causa! Lembra que gente sem juízo zomba de ti o dia todo.

23 Não esqueças os gritos de raiva dos teus inimigos nem do barulho constante dos teus adversários.

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